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Rondônia concentra logística em um único corredor e amplia debate sobre infraestrutura de transporte

Dependência da BR-364 para o escoamento da produção e abastecimento do estado coloca em evidência os desafios logísticos diante da concessão da rodovia e da implantação de pedágios.

Cidade: Ji-ParanáRedação

A BR-364 permanece como o principal eixo de circulação de pessoas, mercadorias e da produção econômica de Rondônia. A rodovia conecta as regiões produtoras à capital, aos portos do rio Madeira e ao restante do país, concentrando praticamente todo o fluxo logístico estadual.

Por esse corredor passam alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas, insumos agrícolas e grande parte da produção de soja, milho, carne, café, leite e madeira de manejo florestal destinada aos mercados nacional e internacional.

Essa concentração faz com que qualquer alteração nas condições de tráfego, como congestionamentos, acidentes, bloqueios ou aumento dos custos de transporte, tenha reflexos em diferentes setores da economia. Os impactos podem alcançar a distribuição de produtos, o abastecimento do comércio e os custos repassados ao consumidor.

Nos últimos anos, Rondônia registrou crescimento na produção agrícola, fortalecimento da pecuária e expansão das exportações, consolidando-se como uma das economias mais dinâmicas da Região Norte. Apesar desse desempenho, o transporte da produção continua fortemente dependente da BR-364, principal ligação terrestre entre o estado e os mercados consumidores.

A concessão da rodovia à iniciativa privada prevê investimentos em recuperação da pista, manutenção permanente e obras de duplicação em trechos previstos no contrato. Ao mesmo tempo, a implantação das praças de pedágio ampliou as discussões sobre os possíveis impactos dos novos custos para um estado que depende praticamente de uma única rota para o transporte de cargas.

Na atual estrutura logística, fertilizantes, combustíveis, mercadorias e insumos chegam ao estado pela BR-364, enquanto a produção agropecuária também utiliza a mesma rodovia para alcançar centros de distribuição, portos e mercados consumidores.

Especialistas em logística apontam que o transporte representa uma parcela importante do custo final dos produtos. Alterações nesses custos podem influenciar a cadeia produtiva, afetando empresas e consumidores.

Outro ponto frequentemente citado no debate é a ausência de corredores alternativos de transporte. Em estados que contam com mais de uma rota logística, o fluxo de cargas pode ser distribuído entre diferentes vias, reduzindo riscos de interrupções e aumentando a capacidade operacional do sistema.

Em Rondônia, a dependência de um único corredor faz com que eventuais problemas na BR-364 tenham potencial para afetar o abastecimento e o escoamento da produção em diversas regiões do estado.

O crescimento econômico observado nos últimos anos tem ampliado as discussões sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura logística compatíveis com a expansão da produção agropecuária, industrial e comercial.

Nesse contexto, a criação de novas alternativas de acesso terrestre à capital e aos portos é apontada por diferentes setores como uma medida que poderá fortalecer a logística estadual, ampliar a segurança operacional do transporte e contribuir para a competitividade da economia de Rondônia no longo prazo.

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