A experiência da maternidade atípica foi transformada em literatura por Gilmara Yoshihara Franco, convidada do RolimCast, apresentado por Angélica Cristina.
No programa, Gilmara explicou que o livro Nem Louca, Nem Santa nasceu inicialmente como uma forma de lidar com um momento difícil. A escrita surgiu antes mesmo da definição de que aquela experiência se transformaria em uma obra literária.
A autora utilizou elementos de sua própria trajetória e de outras experiências para construir uma narrativa ficcional. Entre os personagens estão uma mãe, um pai e uma criança, em uma história que acompanha as mudanças provocadas pela descoberta do autismo.
Um dos aspectos abordados durante a entrevista foi o momento do diagnóstico. Gilmara relatou que percebeu sinais no desenvolvimento do filho ainda nos primeiros anos de vida e destacou a importância de buscar orientação profissional diante de sinais de alerta.
A entrevistada também falou sobre a importância da intervenção e do acompanhamento adequado, além dos desafios relacionados à organização da rotina familiar depois do diagnóstico. Para ela, esse processo exige adaptação constante e capacidade de reorganizar a vida diante de uma nova realidade.
O livro também aborda sentimentos que fazem parte dessa caminhada, incluindo momentos de dificuldade, solidão, amor e conquistas. Para Gilmara, transformar essas experiências em narrativa foi uma maneira de dar visibilidade a histórias que muitas vezes permanecem fragmentadas ou invisíveis.
A obra, segundo a autora, busca mostrar que não existe uma única forma de viver a maternidade atípica e que cada família constrói seus próprios caminhos.
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