A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Muro de Gesso. A ação busca desarticular um grupo criminoso investigado por envolvimento com o tráfico interestadual de drogas e a lavagem de dinheiro.
As medidas judiciais são cumpridas simultaneamente em municípios do Acre, da Paraíba, de Minas Gerais e também em Ji-Paraná (RO). Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva.
Até a divulgação das informações oficiais, três pessoas haviam sido presas. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens pertencentes aos investigados, com limite de até R$ 8 milhões.
Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura organizada para movimentar grandes quantias provenientes de atividades ilícitas e ocultar o patrimônio adquirido. Durante as apurações, foram identificados carregamentos de entorpecentes que resultaram na apreensão de aproximadamente 396 quilos de cocaína.
Ainda conforme as informações divulgadas, o principal investigado seria responsável por liderar o esquema e vivia na Paraíba utilizando uma identidade falsa. As autoridades também identificaram imóveis, apartamentos de alto padrão e veículos de luxo registrados em nome de parentes e de outras pessoas supostamente usadas para esconder a propriedade dos bens.
A investigação aponta que essas pessoas teriam sido utilizadas como intermediárias para dificultar a identificação da origem dos recursos e do verdadeiro proprietário do patrimônio.
A participação de Ji-Paraná entre os locais alcançados pela operação coloca o município na rota das diligências realizadas dentro da investigação interestadual. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre os materiais apreendidos ou o número de mandados cumpridos especificamente na cidade rondoniense.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e após a conclusão das apurações, pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer toda a movimentação financeira atribuída ao grupo.