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Filme de Rondônia vai representar o Brasil em festival de cinema na Suiça

Curta-metragem “Sussurros na Água” é o único representante da América Latina na categoria Intimacy Competition (Competição de Intimidade). Filme também é o único brasileiro selecionado para o festival.

Cidade: Ji-Paraná
Foto: Reprodução/Lucas Costa

Um filme produzido em Ji-Paraná (RO), terá sua estreia mundial em um festival internacional de cinema na Suíça. O curta-metragem documental "Sussurros na Água" será exibido pela primeira vez ao público na noite de 9 de outubro, durante o 19º Lust*streifen Film Festival Basel, na cidade de Basel.


A produção rondoniense foi selecionada para a mostra competitiva "Intimacy Competition" (Competição de Intimidade) e é o único filme brasileiro no festival e o único representante da América Latina nessa categoria. Ao todo, a competição reúne produções de diferentes países, entre eles Colômbia, Índia, França, Espanha, Alemanha, Bélgica, Austrália, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.


O festival será realizado entre os dias 8 e 11 de outubro e chega à 19ª edição com o tema "Bodies in Solidarity" (Corpos em Solidariedade). O evento tem como proposta ampliar a visibilidade de histórias LGBTQIA+ no cinema e promover discussões sobre gênero, sexualidade e corpo.


Além da exibição de filmes, a programação conta com oficinas, rodas de conversa e outras atividades. O festival também possui uma mostra competitiva de curtas-metragens, que reúne produções suíças e internacionais.


'Sussurros na Água'

O curta-metragem "Sussurros na Água" conta a história de dois homens que vivem uma relação marcada pelo desejo, mas que têm dificuldades para construir uma intimidade além dos encontros sexuais.


Produzido em Ji-Paraná, o filme mostra momentos da relação entre os dois e aborda sentimentos como solidão, expectativa, frustração e a vontade de encontrar uma conexão mais profunda.


A água aparece como um dos principais elementos da história. Rios e chuvas, tão presentes na vida de quem cresce na Amazônia, são usados para representar tanto acolhimento quanto a maneira como os sentimentos podem mudar e se transformar.


A produção também aborda as dificuldades enfrentadas por pessoas LGBTQIA+ para viver livremente seus sentimentos e relações, especialmente em ambientes onde ainda existe preconceito ou falta de espaços de acolhimento.


Dirigido por Otavio de Sousa, o curta foi construído junto com Cristiam Velozo, que participa da história. A relação entre os dois também fez parte do processo de criação do filme.


A cerimônia de abertura do festival ocorre na noite de 8 de outubro. A premiação está marcada para 11 de outubro.



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Foto: Reprodução/Lucas Costa
Foto: Reprodução/Lucas Costa
Fonte: G1/RO

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