Uma produção cinematográfica de Rondônia vai ganhar destaque no cenário internacional ao representar o Brasil em um festival de cinema realizado na Suíça. O curta-metragem documental Sussurros na Água, produzido em Ji-Paraná, terá sua estreia mundial nesta sexta-feira (9), durante a 19ª edição do Lust*streifen Film Festival Basel, na cidade suíça de Basel.
O filme foi selecionado para participar da mostra competitiva Intimacy Competition, voltada a produções que exploram diferentes perspectivas sobre intimidade, afetividade e relações humanas.
A produção rondoniense é o único filme brasileiro selecionado para o festival e o único representante da América Latina nessa categoria, conforme as informações divulgadas sobre a participação.
A competição reúne trabalhos de diferentes regiões do mundo, incluindo produções de países como Índia, França, Espanha, Alemanha, Bélgica, Austrália, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.
Festival internacional valoriza a diversidade no cinema
O Lust*streifen Film Festival Basel acontece entre os dias 8 e 11 de outubro de 2026 e chega à sua 19ª edição com o tema Bodies in Solidarity, traduzido como "Corpos em Solidariedade".
O evento tem como objetivo ampliar a visibilidade de histórias LGBTQIA+ no audiovisual, incentivando reflexões sobre diversidade, identidade, gênero, sexualidade e questões relacionadas ao corpo.
Além das sessões cinematográficas, a programação inclui oficinas, rodas de conversa e atividades culturais destinadas a estimular o diálogo entre artistas, realizadores e o público.
O festival também promove mostras competitivas de curtas-metragens suíços e internacionais, proporcionando espaço para produções independentes e narrativas de diferentes contextos sociais e culturais.
Produção de Ji-Paraná aborda sentimentos e relações humanas
O curta-metragem Sussurros na Água apresenta a trajetória de dois homens que vivem uma relação marcada pela atração e pelo desejo, mas enfrentam dificuldades para desenvolver uma conexão emocional mais profunda.
Ao longo da narrativa, a produção aborda sentimentos como solidão, expectativa, frustração e a busca por afeto e compreensão nas relações humanas.
Um dos elementos centrais do documentário é a presença da água, utilizada como recurso simbólico para representar emoções e transformações vividas pelos personagens.
As paisagens e características naturais da Amazônia, especialmente a presença dos rios e das chuvas, ajudam a construir a identidade visual e narrativa da obra.
Cinema de Rondônia ganha espaço internacional
Além de explorar questões relacionadas à afetividade, o documentário apresenta reflexões sobre os desafios enfrentados por pessoas LGBTQIA+ em ambientes onde ainda existem preconceitos e dificuldades de acolhimento.
A participação no festival suíço representa uma oportunidade de ampliar a circulação internacional do cinema produzido em Rondônia, levando ao público estrangeiro uma narrativa desenvolvida no interior da Amazônia brasileira.
A seleção também contribui para dar visibilidade à produção audiovisual independente do estado, demonstrando o potencial de histórias regionais para alcançar diferentes públicos e espaços culturais.
Com a estreia mundial marcada para 9 de outubro, o curta-metragem passa a integrar uma programação internacional dedicada à valorização da diversidade e à apresentação de novas perspectivas cinematográficas.