A Classificação de Robson é uma ferramenta internacional que divide as gestantes em dez grupos, de acordo com características como histórico de partos, número de bebês, idade gestacional, apresentação fetal e início do trabalho de parto. A classificação permite acompanhar os indicadores de cesarianas, compreender melhor a realidade de cada serviço de saúde e identificar oportunidades de melhoria na assistência obstétrica.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a capacitação reforça a qualidade da assistência obstétrica oferecida às mães rondonienses e contribui para aprimorar os serviços de saúde. “Investir na qualificação dos profissionais significa fortalecer esse atendimento, garantindo ainda mais segurança, acolhimento e cuidado às mães e aos bebês em todas as etapas do nascimento”, salientou.
O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, ressaltou a importância da ferramenta para avaliar os resultados e orientar melhorias nos serviços. “Com a Classificação de Robson, as equipes conseguem analisar melhor os indicadores de cesarianas e identificar onde a assistência pode ser aprimorada. A capacitação fortalece o trabalho dos profissionais e contribui para decisões baseadas em evidências científicas, sempre respeitando as condições de saúde de cada gestante.”
Benefícios do parto normal para mães e bebês
O parto normal, quando indicado e realizado com assistência adequada, pode proporcionar benefícios para a mãe e o bebê. Para a mulher, a recuperação costuma ser mais rápida, com menor tempo de internação e sem os riscos próprios de um procedimento cirúrgico, como infecções da ferida operatória e complicações relacionadas à anestesia.
Wanessa Carvalho, titular da Coordenadoria de Atenção Materno-Infantil
A via vaginal também evita os riscos associados à cicatriz de uma cesariana em gestações futuras. Além disso, quando as condições clínicas permitem, o contato pele a pele logo após o nascimento favorece o vínculo entre mãe e bebê e contribui para o início precoce da amamentação.
Para o recém-nascido, o nascimento por via vaginal favorece os mecanismos naturais de adaptação respiratória. O contato precoce com a mãe também contribui para a regulação da temperatura corporal, o vínculo afetivo e o estabelecimento do aleitamento materno.
A titular da Coordenadoria de Atenção Materno-Infantil, Wanessa Carvalho, explicou a importância de orientar as equipes para que a assistência seja individualizada, respeitando as necessidades de cada gestante. A escolha da via de parto deve considerar a avaliação clínica e as condições de saúde da mãe e do bebê. Embora o parto normal apresente benefícios importantes, a cesariana é fundamental quando há indicação médica para proteger a saúde de ambos. A decisão deve ser tomada com base em evidências científicas, segurança e respeito às necessidades da mulher.
Qualificação da rede materno-infantil
A formação foi promovida pela Subdiretoria Técnica em Saúde (SDTECS) e pela Coordenadoria de Atenção Materno-Infantil (CAMI), com apoio técnico do Instituto Estadual de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro). A proposta é ampliar gradativamente a capacitação, com novas turmas destinadas a profissionais de diferentes regiões de saúde do estado.
A iniciativa também busca integrar o trabalho realizado na Atenção Primária, especialmente durante o pré-natal, à assistência prestada nas maternidades no momento do parto. Essa articulação contribui para a continuidade do cuidado, a padronização dos critérios de acompanhamento e a identificação das necessidades das gestantes ao longo da assistência.