Tecnologia transforma o trabalho dos contadores e abre novas oportunidades no mercado
A contabilidade brasileira enfrenta um período de profundas transformações. O avanço da inteligência artificial, a integração de sistemas empresariais e as mudanças provocadas pela reforma tributária estão exigindo que os profissionais desenvolvam novas competências para acompanhar as necessidades das empresas.
Atividades anteriormente realizadas de maneira manual passaram a contar com ferramentas de automação capazes de organizar informações, integrar documentos fiscais e reduzir etapas operacionais.
Nesse cenário, o papel do contador também ganha novas responsabilidades, principalmente na interpretação de informações, no planejamento tributário e na orientação estratégica dos empresários.
O assunto foi destaque durante mais uma entrevista especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, realizada na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Cacoal, durante a segunda edição do Agro&Cont 2026.
A conversa foi conduzida pelo professor Charles Carminati e recebeu Juliano Santos, consultor comercial de revendas da Atlas e Alpha Sistemas, empresas que atuam na representação e no suporte das soluções Domínio, da Thomson Reuters, em Rondônia.
Com experiência na área de tecnologia e implantação de sistemas contábeis, Juliano apresentou sua visão sobre os impactos da digitalização nos escritórios e a importância de preparar profissionais para um mercado que exige conhecimento técnico aliado à utilização de ferramentas digitais.
Automação permite que contador deixe tarefas repetitivas e se concentre na consultoria
Um dos momentos mais importantes da entrevista foi a reflexão sobre a mudança das atividades desenvolvidas dentro dos escritórios contábeis.
Juliano explicou que a tecnologia está permitindo automatizar procedimentos que anteriormente exigiam grande quantidade de trabalho manual.
Entre as atividades mencionadas estão a busca de documentos fiscais, a importação de arquivos XML, a apuração de tributos e a comunicação com clientes.
Segundo o consultor, essas ferramentas contribuem para diminuir o tempo dedicado às rotinas operacionais.
"Tudo aquilo que antes era manual, a gente está automatizando", afirmou.
A declaração evidencia uma das principais transformações da profissão.
Em vez de concentrar grande parte do expediente no preenchimento de informações e na execução de processos repetitivos, os profissionais podem utilizar sistemas integrados para organizar essas atividades.
O tempo liberado pode ser direcionado para tarefas que exigem maior capacidade de análise, incluindo o acompanhamento da legislação, a revisão de procedimentos e a orientação dos clientes.
Esse movimento ganha relevância diante da reforma tributária, que exige atenção redobrada dos escritórios e das empresas.
"Como fazer consultoria se o contador precisa ficar apagando incêndios?"
Durante a conversa, Juliano apresentou uma crítica à rotina de profissionais que passam grande parte do tempo resolvendo problemas operacionais.
Segundo ele, o contador precisa recuperar sua função de orientador da administração empresarial.
O entrevistado destacou que os conhecimentos contábeis são fundamentais para compreender a situação econômica de uma organização e contribuir com decisões relacionadas à sua continuidade.
"O contador, ele é uma extensão do administrador da empresa. Ele é um consultor", destacou.
Para Juliano, essa característica já faz parte da essência da profissão, mas acaba sendo prejudicada quando o profissional precisa dedicar tempo excessivo a atividades manuais.
Ao discutir essa realidade, questionou:
"Como é que você vai fazer uma consultoria se tu tem que ficar apagando incêndio?"
A reflexão aponta para um dos principais desafios enfrentados pelos escritórios.
A utilização de ferramentas digitais não deve ser considerada apenas uma forma de aumentar a velocidade dos procedimentos.
Ela também pode contribuir para reorganizar a distribuição do trabalho, permitindo que o profissional participe mais diretamente do planejamento empresarial.
Domínio Sistemas amplia integração entre contabilidade, financeiro e gestão empresarial
Ao apresentar as soluções comercializadas pelas empresas que representa, Juliano explicou que a evolução tecnológica modificou o conceito tradicional de software contábil.
Segundo ele, os sistemas atuais não se limitam ao registro das movimentações e à produção de demonstrativos.
As soluções passaram a integrar diferentes áreas relacionadas à administração dos negócios.
"A gente diz que é uma solução contábil", afirmou.
O consultor citou funcionalidades ligadas ao financeiro, à gestão tributária e à comunicação com clientes.
Também destacou a possibilidade de integrar informações utilizadas em diferentes setores de uma organização.
Na prática, essa integração pode contribuir para reduzir lançamentos repetidos, diminuir inconsistências e melhorar a disponibilidade dos dados.
O recurso também permite que informações produzidas em determinada etapa sejam aproveitadas por outras áreas que dependem dos mesmos registros.
Juliano ressaltou que esse processo é importante para os profissionais que precisam acompanhar as exigências fiscais e, ao mesmo tempo, compreender a realidade financeira dos clientes.
Sistemas ERP integram diferentes setores das empresas
Durante a entrevista, o professor Charles Carminati abordou a importância dos sistemas ERP, sigla de Enterprise Resource Planning, utilizados no planejamento e na integração de recursos empresariais.
Essas plataformas permitem reunir informações relacionadas a diferentes atividades de uma organização.
Entre os setores mencionados estão financeiro, contabilidade, comercial, contas a pagar e contas a receber.
A integração pode contribuir para que as informações circulem de maneira mais organizada entre os departamentos.
Juliano explicou que a utilização dessas ferramentas se tornou especialmente relevante diante da complexidade das obrigações fiscais brasileiras.
O consultor defendeu que o gerenciamento empresarial não pode depender exclusivamente de registros isolados e controles manuais.
"Hoje é tudo interligado", destacou.
A afirmação resume a necessidade de integração entre as atividades administrativas.
No agronegócio, esse conceito também possui importância para empresas que precisam controlar compras, vendas, estoques, documentos fiscais e movimentações financeiras.
A utilização de sistemas integrados pode facilitar o acompanhamento desses processos e a elaboração de informações para a gestão.
Inteligência artificial já está presente nas soluções contábeis
Outro assunto de destaque foi a utilização da inteligência artificial no atendimento aos clientes e na automação de procedimentos.
Juliano explicou que a tecnologia já está sendo aplicada em ferramentas utilizadas por escritórios contábeis.
Segundo ele, as soluções permitem automatizar determinadas solicitações e tarefas que anteriormente dependiam de atendimento exclusivamente manual.
O consultor ressaltou que a inteligência artificial utilizada nesses sistemas não se resume a respostas simples ou menus de atendimento.
A proposta é integrar recursos capazes de compreender solicitações e executar procedimentos definidos dentro da plataforma.
Entre os exemplos apresentados está a comunicação por WhatsApp.
A integração permite que determinadas interações sejam incorporadas aos fluxos de trabalho do escritório.
O entrevistado destacou que essas ferramentas podem contribuir para melhorar a organização dos atendimentos e reduzir o tempo necessário à realização de determinadas atividades.
Entretanto, a automação depende de configuração, validação e acompanhamento, especialmente quando envolve informações fiscais e dados empresariais.
A responsabilidade técnica sobre as informações e decisões continua exigindo a atuação dos profissionais habilitados.
Busca de XML e apuração fiscal são exemplos de procedimentos automatizados
Durante a conversa, Juliano detalhou atividades que podem ser beneficiadas pela integração tecnológica.
Uma delas é a obtenção de arquivos XML, utilizados no registro eletrônico de documentos fiscais.
Esses documentos possuem informações relevantes para a escrituração e a apuração tributária.
Quando os dados precisam ser inseridos manualmente, o processo pode consumir tempo e aumentar a possibilidade de falhas operacionais.
A utilização de ferramentas de importação e integração permite organizar parte desse fluxo.
Juliano também mencionou recursos relacionados à apuração de tributos e à disponibilização de guias aos clientes.
Segundo ele, a proposta das soluções é ampliar a automação para que os profissionais possam concentrar esforços nas atividades que exigem interpretação e planejamento.
A eficiência desses procedimentos depende da qualidade dos dados recebidos, da configuração dos sistemas e da conferência das informações.
Por isso, a tecnologia deve ser compreendida como instrumento de apoio ao trabalho contábil, e não como substituição automática da responsabilidade profissional.
Reforma tributária aumenta necessidade de sistemas preparados para mudanças
Um dos pontos centrais da entrevista foi a relação entre a evolução da tecnologia e a implementação da reforma tributária brasileira.
Juliano destacou que os escritórios estão enfrentando um período de atualização das regras e de necessidade de revisão dos planejamentos realizados para os clientes.
Segundo ele, mudanças nos parâmetros utilizados em projeções tributárias podem exigir novos cálculos e avaliações.
Essa situação representa um desafio para escritórios que atendem diversas empresas simultaneamente.
O consultor explicou que um profissional pode precisar revisar informações, atualizar projeções e conversar novamente com seus clientes sobre as possíveis consequências das mudanças.
Sem uma estrutura tecnológica adequada, essas atividades podem consumir uma quantidade significativa de tempo.
Por isso, a integração de sistemas e a automação foram apresentadas como ferramentas importantes para melhorar a capacidade de adaptação dos escritórios.
A análise de Juliano não significa que a tecnologia elimine as dificuldades da reforma tributária.
O ponto defendido é que sistemas organizados podem facilitar a execução das tarefas necessárias para acompanhar as novas obrigações.
Reforma exige profissionais capazes de interpretar informações e orientar decisões
Durante o episódio, Juliano destacou que a transformação da contabilidade também envolve uma mudança na relação entre o profissional e o empresário.
A atualização dos sistemas fiscais é importante, mas não substitui a necessidade de compreender as regras e avaliar seus efeitos.
O contador precisa interpretar informações, analisar alternativas e apresentar orientações adequadas à realidade de cada negócio.
Na avaliação do entrevistado, esse trabalho representa uma retomada de uma função historicamente importante da profissão.
"Eu não diria que tá mudando. Ele tá retornando às raízes", afirmou.
A declaração foi utilizada para explicar que a função consultiva não é necessariamente uma novidade na contabilidade.
O que mudou foi a disponibilidade de tecnologias capazes de reduzir parte do esforço dedicado às rotinas operacionais.
Com isso, os profissionais podem ampliar sua participação nas decisões relacionadas à gestão, aos custos e ao planejamento tributário.
Juliano afirma que Domínio possui ampla presença no mercado de Rondônia
Durante a entrevista, o professor Charles Carminati questionou sobre a participação das soluções Domínio no mercado contábil.
Juliano afirmou que a empresa possui uma presença expressiva entre os profissionais e escritórios do estado.
Segundo ele, o sistema atenderia aproximadamente 80% do mercado de Rondônia.
"A gente tem oitenta por cento do mercado aqui no Estado de Rondônia", declarou.
O consultor também mencionou uma participação de aproximadamente 50% no mercado nacional.
Os percentuais foram apresentados pelo entrevistado como informações comerciais relacionadas às soluções que representa.
Não foram acompanhados, durante a conversa, de levantamento estatístico ou metodologia de cálculo.
Por isso, devem ser compreendidos como declarações do representante comercial, sem confirmação independente de participação de mercado.
Juliano destacou que as soluções são utilizadas por diferentes perfis de profissionais.
Entre os exemplos estão contadores autônomos, escritórios em início de atividade e empresas que possuem departamentos contábeis próprios.
Tecnologia também atende profissionais autônomos e pequenos escritórios
Um dos esclarecimentos apresentados durante a entrevista foi que os sistemas de gestão contábil não são utilizados exclusivamente por grandes organizações.
Juliano explicou que as soluções também atendem profissionais que estão iniciando suas atividades.
Entre eles estão contadores recém-formados que desejam trabalhar de maneira independente ou estruturar seus próprios escritórios.
O entrevistado ressaltou que o mercado possui diferentes necessidades, exigindo ferramentas compatíveis com cada realidade.
Um profissional autônomo pode precisar de recursos para organizar a rotina, controlar documentos e atender seus primeiros clientes.
Já escritórios maiores podem demandar estruturas mais amplas de integração e gerenciamento de informações.
Também existem empresas que preferem manter sua própria equipe contábil e utilizar sistemas de gestão internamente.
Nesse cenário, Juliano apresentou a solução Domínio Empresarial como uma alternativa voltada às organizações que realizam a contabilidade dentro da própria estrutura.
Suporte humanizado continua importante mesmo com o avanço da inteligência artificial
Apesar de destacar os benefícios da automação, Juliano ressaltou que o atendimento humano continua relevante.
O consultor explicou que os usuários possuem diferentes perfis e necessidades.
Alguns profissionais preferem pesquisar informações e resolver suas dúvidas de maneira autônoma.
Outros necessitam de orientação direta para compreender procedimentos e solucionar dificuldades.
Segundo ele, a estrutura das revendas procura oferecer canais de atendimento e suporte técnico para essas situações.
O entrevistado também mencionou a existência de uma base de conhecimento com materiais de consulta e orientações técnicas.
Esse acervo auxilia profissionais interessados em compreender as funcionalidades do sistema e encontrar soluções para problemas operacionais.
A combinação entre atendimento humano, materiais educativos e ferramentas digitais foi apresentada como uma estratégia para facilitar a utilização das tecnologias.
Atlas e Alpha Sistemas possuem atuação em Rolim de Moura e Porto Velho
Durante o podcast, Juliano falou sobre sua trajetória profissional e a estrutura regional das empresas.
O consultor contou que começou a trabalhar na área em 2015, após experiências anteriores relacionadas à tecnologia da informação.
Antes de ingressar no segmento de sistemas contábeis, atuou no setor de tecnologia de uma rede de supermercados.
A experiência contribuiu para sua aproximação com a implantação e a utilização de soluções empresariais.
Juliano explicou que as operações das revendas possuem estruturas em Rolim de Moura e Porto Velho, atendendo clientes de diferentes regiões do estado.
A Atlas Sistemas e Informática possui sede em Rolim de Moura.
A Alpha Sistemas e Informática atua em Porto Velho.
Segundo o entrevistado, a presença regional permite oferecer suporte e acompanhamento aos clientes, inclusive durante a implantação de sistemas e a preparação das equipes.
Parceria com a UNIR permite utilização de software em atividades acadêmicas
Um dos principais destaques da entrevista foi a parceria entre as empresas e o curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Rondônia, campus de Cacoal.
Durante a apresentação do convidado, o professor Charles Carminati explicou que a universidade utiliza as soluções Domínio em atividades de ensino, por meio de convênio e cooperação técnica.
Segundo o docente, a disponibilização do software permite aos estudantes desenvolver experiências relacionadas à realidade do trabalho contábil.
Juliano destacou que a parceria representa uma oportunidade para aproximar a formação acadêmica das ferramentas utilizadas no mercado.
Os estudantes conseguem conhecer o funcionamento dos sistemas e desenvolver familiaridade com os procedimentos digitais.
Para o consultor, essa experiência pode contribuir para reduzir as dificuldades enfrentadas por profissionais recém-formados.
O entrevistado também reconheceu que a parceria possui benefícios comerciais para as empresas, porque os futuros contadores passam a conhecer suas soluções.
Ao mesmo tempo, a iniciativa permite à universidade oferecer atividades práticas alinhadas a ferramentas presentes no ambiente profissional.
Universidade precisa ampliar formação prática, defende especialista
Outro momento importante da entrevista foi a discussão sobre a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho.
Questionado pelo professor Charles Carminati, Juliano afirmou que os cursos universitários precisam ampliar o contato dos alunos com situações práticas.
Na avaliação do consultor, alguns profissionais concluem a graduação com dificuldades para executar procedimentos que fazem parte da rotina dos escritórios.
O problema pode provocar insegurança no início da carreira e ampliar a necessidade de treinamento após a contratação.
Juliano defendeu que as instituições de ensino apresentem ferramentas e procedimentos profissionais desde as etapas de formação.
"Eu acho que a prática é muito importante", afirmou.
O entrevistado reconheceu que a fundamentação teórica continua sendo necessária, mas ressaltou que ela deve estar acompanhada de experiências que permitam aplicar os conhecimentos adquiridos.
Essa combinação pode contribuir para formar profissionais mais preparados para enfrentar as exigências do mercado.
Formação prática pode facilitar contratação de novos contadores
Durante a conversa, Juliano explicou que a experiência com sistemas contábeis pode representar uma vantagem para os estudantes que estão ingressando na profissão.
Segundo ele, profissionais que já conhecem os procedimentos básicos e as ferramentas utilizadas pelos escritórios tendem a necessitar de menos tempo para adaptação.
Essa preparação também pode beneficiar os empregadores, reduzindo parte do esforço necessário para treinamento inicial.
O consultor ressaltou que a universidade tem a oportunidade de criar ambientes de aprendizagem que reproduzam situações profissionais.
O objetivo não é substituir a formação teórica, mas oferecer condições para que os estudantes compreendam como os conceitos são aplicados na realidade.
Na avaliação do entrevistado, essa integração é relevante não apenas para Ciências Contábeis, mas também para diferentes cursos superiores.
AgroHub aproxima universidade, mercado e inovação
Durante o episódio, o professor Charles Carminati também apresentou o trabalho desenvolvido no AgroHub, espaço público de inovação no agronegócio instalado no campus da UNIR em Cacoal.
A iniciativa busca conectar pesquisadores, estudantes, empresas e profissionais que atuam em diferentes atividades econômicas.
O ambiente também está relacionado ao Programa de Pós-Graduação em Gestão de Agronegócios e Sustentabilidade (PPGAgro).
A proposta inclui ampliar as oportunidades de cooperação, desenvolvimento de tecnologias e compartilhamento de conhecimentos.
A entrevista com Juliano demonstrou uma das possibilidades dessa integração: aproximar empresas de tecnologia do ambiente universitário para contribuir com a formação dos estudantes.
O Agro&Cont 2026 proporcionou um espaço para discutir essas conexões, reunindo especialistas em contabilidade, gestão, tributação e agronegócio.
Tecnologia também contribui para melhorar a gestão do agronegócio
Embora as soluções discutidas tenham forte aplicação na contabilidade, os efeitos da integração tecnológica alcançam diferentes atividades econômicas.
No agronegócio, empresas e produtores precisam lidar com informações relacionadas a compras, vendas, custos, estoques, contratos e obrigações fiscais.
A organização desses dados é importante para a avaliação de resultados e o planejamento financeiro.
Sistemas integrados podem contribuir para reduzir retrabalho e ampliar a disponibilidade de informações.
Entretanto, a eficiência da tecnologia depende da qualidade dos registros e da capacidade dos profissionais de interpretar os resultados.
A discussão apresentada no RuralCast reforçou que a inovação precisa estar acompanhada de formação profissional.
A simples implantação de um software não garante melhoria na gestão se os usuários não compreenderem suas funcionalidades ou não possuírem procedimentos adequados para utilização das informações.
O futuro da contabilidade será mais tecnológico e consultivo
A entrevista com Juliano Santos demonstrou que a transformação tecnológica da contabilidade representa uma mudança importante nas competências exigidas dos profissionais.
A inteligência artificial e a automação permitem que determinadas atividades sejam executadas com maior agilidade, mas também exigem conhecimento técnico, acompanhamento e responsabilidade.
Ao mesmo tempo, a reforma tributária amplia a necessidade de sistemas organizados e profissionais capazes de interpretar informações complexas.
O trabalho desenvolvido pela Atlas e pela Alpha Sistemas, associado às soluções Domínio e à parceria acadêmica com a UNIR, foi apresentado como exemplo da aproximação entre tecnologia e formação profissional.
A discussão sobre os cursos universitários também reforçou a importância de preparar os estudantes para situações que encontrarão em escritórios e empresas.
A principal reflexão deixada pelo episódio é que o futuro da contabilidade não depende apenas da capacidade de operar sistemas, mas de utilizar a tecnologia para compreender melhor os negócios e oferecer orientações estratégicas.
Em um ambiente empresarial cada vez mais integrado, o contador tende a encontrar oportunidades para ampliar sua participação nas decisões de gestão, planejamento e continuidade das atividades econômicas.
A entrevista integra a cobertura especial do RuralCast, do Grupo Amazun, realizada durante o Agro&Cont 2026, na Universidade Federal de Rondônia, campus de Cacoal, com divulgação pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.