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Inteligência artificial vai roubar seu emprego? Aldo Mello alerta sobre profissões ameaçadas e novas oportunidades em Rondônia

Especialista participou do PodRondônia, apresentado por Inácio Rocha, e destacou que a inteligência artificial pode substituir atividades tradicionais, mas também criar oportunidades para profissionais, empresários e jovens que buscam espaço no mercado.

podrondonia

A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a grandes empresas e passou a fazer parte da rotina de profissionais, pequenos empreendedores e consumidores. Sua expansão, entretanto, levanta uma pergunta que preocupa trabalhadores de diferentes setores: as máquinas vão substituir os empregos humanos?

O assunto foi discutido durante uma edição do PodRondônia, produção do Grupo Amazun, apresentada por Inácio Rocha, que recebeu o especialista em marketing e inteligência artificial Aldo Mello, em entrevista gravada no dia 28 de outubro de 2026, em Porto Velho.

Ao longo de aproximadamente 36 minutos, o convidado analisou as mudanças provocadas pela automação, os impactos sobre profissões tradicionais, a utilização de ferramentas digitais para gerar renda e a necessidade de empresas e trabalhadores acompanharem a evolução tecnológica.

A conversa também trouxe exemplos relacionados ao mercado de Rondônia, com atenção especial aos pequenos negócios, à comunicação, ao comércio, aos serviços e à formação profissional.


Inteligência artificial vai acabar com empregos?

Uma das questões centrais da entrevista foi apresentada por Inácio Rocha, que perguntou diretamente se a inteligência artificial poderia provocar o desaparecimento de postos de trabalho.

Aldo Mello respondeu:

"Acabar com empregos ela vai, mas ela também vai gerar novas oportunidades."

O especialista explicou que transformações semelhantes já ocorreram em diferentes momentos da história, quando atividades realizadas manualmente passaram a ser executadas por equipamentos automatizados.

Para ilustrar, citou o funcionamento dos estacionamentos de shopping centers. Anteriormente, funcionários eram responsáveis por entregar bilhetes e controlar a entrada e saída de veículos. Com a automação, parte dessas funções passou a ser realizada por equipamentos eletrônicos.

Entretanto, segundo Aldo, as novas tecnologias também exigiram profissionais de manutenção, segurança, desenvolvimento e suporte técnico.

A análise apresentada pelo convidado é que a transformação tecnológica não deve ser compreendida exclusivamente como eliminação de empregos, mas também como reorganização das atividades econômicas.

Isso não significa, porém, que todos os trabalhadores afetados conseguirão migrar automaticamente para novas funções. Qualificação, acesso à tecnologia e capacidade de adaptação são fatores determinantes nesse processo.

Profissões tradicionais já enfrentam mudanças

Durante a entrevista, Inácio Rocha citou profissões como jornalismo, contabilidade, vendas e marketing, questionando quais delas poderiam perder espaço com o avanço da inteligência artificial.

Na avaliação de Aldo Mello, atividades operacionais e repetitivas apresentam maior possibilidade de automação.

Ao falar sobre o risco enfrentado por esses profissionais, afirmou:

"Não só correm como já perderam e, principalmente, vai mudar a forma como você trabalha."

O especialista explicou que ferramentas de inteligência artificial conseguem auxiliar na elaboração de textos, organização de informações, produção de materiais publicitários e execução de tarefas administrativas.

Entretanto, fez uma distinção importante entre o trabalho operacional e atividades que exigem interpretação, experiência e contato direto com a realidade.

No jornalismo, por exemplo, destacou a necessidade de entrevistas, apuração presencial e verificação das informações.

Para Aldo, a inteligência artificial pode acelerar processos de produção, mas a avaliação humana continua sendo fundamental para garantir qualidade e responsabilidade.

O mesmo raciocínio foi aplicado ao marketing, onde ferramentas automatizadas podem ajudar na produção de conteúdos, enquanto o planejamento estratégico depende do conhecimento sobre o negócio e seus consumidores.

Pequenas empresas podem economizar tempo e recursos com IA

Outro ponto importante da conversa foi a possibilidade de pequenos empreendedores utilizarem inteligência artificial para organizar suas operações.

Aldo apresentou exemplos de ferramentas que podem ajudar empresas a reduzir atividades repetitivas e melhorar o atendimento.

Entre as aplicações mencionadas estão os chatbots, sistemas automatizados capazes de receber mensagens, identificar as necessidades do consumidor e direcionar atendimentos.

Para um microempreendedor que trabalha sozinho, esse tipo de recurso pode representar economia de tempo.

O especialista também citou o uso da tecnologia para organizar processos internos, desenvolver materiais de divulgação e avaliar oportunidades comerciais.

A proposta não é simplesmente substituir trabalhadores, mas identificar atividades que podem ser executadas com maior eficiência.

Empresários precisam compreender melhor seus modelos de negócio

Antes de aprofundar o debate sobre inteligência artificial, Aldo Mello apresentou uma reflexão sobre a dificuldade enfrentada por empresas para aumentar o faturamento.

Segundo ele, muitos empreendedores conhecem profundamente o produto ou serviço que oferecem, mas não dominam aspectos relacionados à gestão, ao posicionamento de mercado e à geração de receita.

"Você primeiro precisa entender a sua empresa, o seu modelo de negócio."

O especialista explicou que a falta de definição do público-alvo, da proposta de valor e da estratégia comercial pode fazer empresas desperdiçarem oportunidades.

Aldo relatou que sua metodologia profissional está relacionada à geração de receitas, buscando identificar caminhos para aumentar resultados ou evitar perdas financeiras.

Durante a entrevista, destacou que melhorar os processos existentes pode ser tão importante quanto conquistar novos consumidores.

A reflexão é especialmente relevante para pequenos empresários que investem em publicidade sem antes organizar suas operações.

É possível ganhar dinheiro usando inteligência artificial?

Inácio Rocha também questionou se pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia conseguem utilizar ferramentas de inteligência artificial para criar fontes de renda.

Aldo respondeu que existem diversas possibilidades, especialmente na produção de conteúdos e produtos digitais.

O convidado mencionou ferramentas como ChatGPT e Gemini, além de recursos de pesquisa de mercado, organização de ideias, criação de materiais e desenvolvimento de projetos.

Segundo ele, a tecnologia pode auxiliar na produção de e-books, cursos, conteúdos informativos e serviços digitais.

Entretanto, destacou que a criação desses produtos precisa atender a uma necessidade real dos consumidores.

A inteligência artificial pode facilitar a elaboração dos materiais, mas não garante que haverá interesse do público ou retorno financeiro.

O especialista também relatou uma experiência própria com um projeto de conteúdo no YouTube, afirmando ter alcançado métricas de monetização em 22 dias.

O caso foi apresentado como experiência individual, não como resultado garantido para outras pessoas.

Desempregados podem utilizar IA para melhorar o currículo

Um dos momentos mais práticos da entrevista envolveu o uso da inteligência artificial para buscar oportunidades profissionais.

Aldo explicou que existem ferramentas capazes de analisar uma descrição de vaga e reorganizar um currículo para destacar experiências e competências relacionadas aos requisitos apresentados.

A proposta é tornar as informações profissionais mais claras para recrutadores.

Entretanto, o convidado fez um alerta sobre os limites éticos desse processo.

"Sejam íntegros, porque quando você se pauta pela integridade, não tem como você falhar."

Segundo Aldo, utilizar inteligência artificial para melhorar a apresentação de um currículo não significa inventar experiências, cursos ou competências.

O especialista destacou que a falta de conhecimento pode ser facilmente identificada durante uma entrevista ou na execução das atividades.

A orientação é utilizar as ferramentas como apoio, mantendo a veracidade das informações.

Inteligência artificial também pode produzir informações falsas

Outro assunto relevante foi a confiabilidade das respostas fornecidas por sistemas de inteligência artificial.

Aldo Mello alertou que o fato de uma informação ser apresentada de maneira convincente não significa necessariamente que ela esteja correta.

Durante a entrevista, utilizou uma analogia sobre comunicação persuasiva para demonstrar como declarações aparentemente seguras podem induzir o público ao erro.

"Então sempre duvide. Procure pesquisar outros lugares."

O especialista recomendou conferir as referências apresentadas pelas ferramentas e buscar fontes adicionais antes de utilizar informações importantes.

A recomendação também foi relacionada ao trabalho jornalístico, ao desenvolvimento de conteúdos e às decisões empresariais.

O debate reforçou que a utilização responsável da inteligência artificial exige pensamento crítico e verificação independente.

Empresas de Rondônia precisam acelerar a transformação digital

Ao analisar o cenário regional, Aldo Mello manifestou preocupação com a velocidade de adaptação de parte dos empresários às novas tecnologias.

Na avaliação do convidado, muitos negócios ainda dependem excessivamente das vendas presenciais e deixam de explorar plataformas digitais.

O especialista mencionou oportunidades relacionadas a marketplaces, produção de conteúdo e comércio eletrônico.

Também citou o crescimento de plataformas de vendas integradas às redes sociais, como o TikTok Shop.

Para Aldo, os empresários precisam acompanhar as transformações no comportamento do consumidor antes que determinadas tendências percam força.

A crítica apresentada não representa um levantamento estatístico sobre todas as empresas de Rondônia, mas uma percepção do entrevistado baseada em suas experiências profissionais.

Produção de conteúdo pode se transformar em fonte de receita

Aldo também destacou o papel da produção de conteúdo na economia digital.

Durante a entrevista, apresentou exemplos de negócios que utilizam vídeos, plataformas digitais e conteúdos informativos para alcançar consumidores.

A ideia central é que conhecimento e experiência podem ser transformados em produtos ou serviços comercializáveis.

Entretanto, para isso, é necessário identificar um público interessado e desenvolver conteúdos que apresentem valor real.

O convidado também ressaltou que empresas podem utilizar a produção de conteúdo para ampliar sua visibilidade e fortalecer seus canais de vendas.

Jovens precisam aprender a identificar oportunidades

Na parte final do programa, Inácio Rocha perguntou o que os jovens de Rondônia deveriam aprender para não ficar para trás no mercado de trabalho.

Aldo destacou a importância de acompanhar tendências, desenvolver competências e buscar oportunidades além das estruturas tradicionais de emprego.

Segundo ele, a formação acadêmica continua sendo importante, mas não deve ser considerada a única possibilidade de desenvolvimento profissional.

O especialista incentivou os jovens a explorar ferramentas digitais, desenvolver projetos próprios e compreender novas possibilidades de prestação de serviços.

Entre as alternativas mencionadas estão consultorias, mentorias, produtos digitais, cursos e conteúdos especializados.

Aldo também destacou que a internet permite alcançar consumidores fora do município e até de outros países, ampliando o mercado potencial de determinadas atividades.

O futuro exige adaptação, conhecimento e responsabilidade

A entrevista mostrou que a inteligência artificial pode provocar mudanças profundas na organização do trabalho, mas também oferece ferramentas capazes de ampliar a produtividade e criar oportunidades econômicas.

Para empresas e profissionais de Rondônia, o desafio está em compreender como utilizar esses recursos sem abandonar princípios como ética, qualificação e responsabilidade.

Aldo Mello defendeu que o uso estratégico da tecnologia deve começar pela compreensão das necessidades reais de cada empresa ou profissional.

No encerramento, reforçou a importância de organizar processos e identificar oportunidades para melhorar resultados sem depender exclusivamente de novos investimentos.

A principal reflexão do episódio é que o futuro do mercado de trabalho não será definido apenas pela chegada da inteligência artificial, mas também pela maneira como pessoas, empresas e instituições responderão às transformações tecnológicas.

O episódio do PodRondônia, com apresentação de Inácio Rocha e participação de Aldo Mello, integra as produções do Grupo Amazun e tem distribuição pelo canal Olá Rondônia, no YouTube, pelos portais do grupo e pelas emissoras parceiras.



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