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Na Espanha, Sebrae defende Indicações Geográficas como motor de desenvolvimento territorial

Redação

A Conferência Internacional sobre Fortalecimento de Projetos de Cooperação em Indicações Geográficas (IGs), realizada nos dias 5 e 6 de novembro em Alicante, Espanha, discute o impacto dessas certificações na valorização de territórios, na preservação de tradições e na expansão de mercados. O evento, organizado pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) e pela rede internacional oriGIn, reúne especialistas globais para avaliar duas décadas de cooperação no setor.

O Sebrae marca presença no encontro representado pela coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro, Hulda Giesbrecht. A instituição destaca sua metodologia de suporte aos pequenos negócios, que abrange desde o mapeamento inicial até a maturidade comercial de produtos com IG. Atualmente, o Brasil contabiliza 173 Indicações Geográficas reconhecidas em 26 unidades da federação.

Desenvolvimento e colaboração

Segundo Giesbrecht, a IG funciona como uma ferramenta tecnológica de desenvolvimento regional. O modelo brasileiro de gestão é apresentado no evento através do caso do café do Caparaó, localizado na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. O exemplo ilustra como o cooperativismo e o rigor técnico elevaram a produção local ao status de referência global em cafés arábica de alta qualidade, com expressiva participação de pequenos produtores em premiações nacionais.

Desafios estratégicos

Desde o registro da primeira IG brasileira em 2002, referente aos vinhos do Vale dos Vinhedos (RS), o ecossistema nacional avançou significativamente, mas enfrenta novos desafios. Entre os pontos prioritários para o futuro do setor, o Sebrae aponta:

  • O aprimoramento dos mecanismos de controle e auditoria por meio de tecnologias digitais de rastreabilidade.
  • A garantia de proteção e reciprocidade jurídica dos selos brasileiros no mercado internacional.
  • A estruturação de modelos de governança voltados à sustentabilidade das associações.

Para a próxima geração de projetos de cooperação, a instituição defende a criação de uma rede de inteligência de dados capaz de mensurar o impacto das IGs no desenvolvimento local e facilitar o acesso a crédito, mercados e ações de vigilância comercial.

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